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segunda-feira, 22 de junho de 2015

MOMENTO LITERATURA XII

Concepções Do Amor E Idealização Da Mulher No Romantismo Considerações A Propósito De Uma De Michelet 
           A presente resenha visa apresentar o artigo da historiadora Emília Viotti da Costa, denominado “Concepções do amor e idealização da mulher no romantismo considerações a propósito de uma de Michelet”. A historiadora é professora emérita da América Latina da Universidade de Yale (EUA) e da Faculdade de filosofia, letras e ciências humanas de USP (Universidade de São Paulo). É autora de livros como: “Da monarquia à república, da senhora à Colônia” e “A abolição, Coroas de glória, lágrimas de sangue”.
          Neste artigo a autora esboça as dificuldades dos historiadores de manter-se fieis ao tempo histórico dos documentos por eles estudados, do modo que suas análises não interfiram nas ideias, valores ou sentimentos, de outras épocas. Afirmando que dos setores da história a mais difícil abordagem é o da Historia da Sensibilidade. Em que os documentos analisados pelos historiadores deste campo teórico são manuscritos como: cartas, memorias, diários e obras literárias e outros documentos iconográficos.  A dificuldade reside na utilização destes documentos e também em saber qual seria o significado das palavras, pois como o passar do tempo da época em que foram escritos e outras permanecem como seus significados originais, fora que outras estão em desusos. Outro problema dar-se na generalização apressada de todo os documentos. É comum, de acordo como a autora, as individualidades pessoais em todos os ramos de atividades profissional e nem todas as inclinações sobre os ícones estudados. Mesmo quando a análise parte de obras famosas a dificuldades e não padronização ainda reside.
          A autora esboça uma discursão sobre a análise de um problema concreto, por exemplo, as concepções do amor e da idealização da mulher no Romantismo. Considerando as concepções de amor, transmitido ao longo dos anos, de modo que e necessário uma análise minuciosa dos ícones em diferentes contextos em uma mesma época. É frequente que os historiadores se estranharem como os sentimentos das obras por retratarem os sentimentos diversos de um(a) autor(a) em desusos ou concepção do contexto social vigente. O amor retratado além de representar uma sociedade também é idealizado por um grupo particular dentro deste contexto. O grupo retratado desta sociedade não apenas transborda seus sentimentos românticos em suas entre linhas, fazem também uso frequentes de análises e críticas dos sentimentos e da sociedade.
           Além de românticos temos os autores clássicos que fogem deste amor idealizado em nome da razão, característica do movimento anterior, apresenta-se com qualidades acidentais como afirma a autora. São outro problema para os historiadores, ou seja, o momento de transição de correntes sociais. O Romantismo movimento de fuga, paixões extremas e desejos ardentes de amar, traz uma leitura diversa da sociedade do século XVIII. O amor é direcionado a uma figura feminina como ser perfeito, perfeição do bem e do mal ao mesmo tempo, características que encontramos os autores Georg Sand, Lamartine e Hugo, Richardson e Charles de Lacleo.
           O ser feminino é o objeto de desejo por ser o auge entre a união do mais puro bem e do mal, este ser é por hora a salvação como também o ser demoníaco. Anjo ao corresponder o amor e demônio por negar-se a amar. Ela é a vítima do contexto social e do azar de não ser amada. O sentimento do amor é o motivo  de estar próxima de Deus e também próxima do Diabo. A obra de Michelet apresenta todas as características do romantismo, como o amor deslumbrante, desejo de fuga do mundo e a figura ora endeusada ora demoníaca da mulher, além de uma critica social e por fim seu próprio eu.

          Considera-se que o historiador ao estudar as obras literárias de séculos passados enfrenta dificuldade como: vencer seus próprios preconceitos e leituras do contexto social, além de considerar que as fontes de estudos são reflexos de um grupo atuante dentro de um contexto social da época. O grupo dos românticos é além de tudo um grupo de críticos sociais dentro de um contexto, que pode considerar os valores desta sociedade necessários como supérfluos  de acordo com suas leituras de mundo. O papel do historiador da sensibilidade vai além de estimado compreender a época datada das obras, necessita-se também ler as características particulares dos autores estudados e de suas concepções.  

Fernanda Raíssa Souza Fernandes, acadêmica do 4º Período de Letras Português da Universidade Estadual de Montes Claros. 


sábado, 23 de maio de 2015

MOMENTO LITERATURA XI

Barca Bela

Pescador da barca bela,
Onde vás pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ó pescador.

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!

Almeida Garrett 
na obra Folhas Caídas





Análise do Poema 

O eu lírico no poema “Bela Barca” do poeta romântico Almeida Garrett indaga e alerta ao pescador as belezas e os perigos por sua paixão pelo mar que muitas vezes pode leva-lo a navegar sem destino. O poema possui como forma um quinteto ou quintilha possuindo cada um quatro versos, que soa como uma canção ou como o próprio balanço do mar, pois a cada fim de estrofe há repetição ou refrão: (pescador! ou pescador?)
Possui uma linguagem simples e popular típica da época em Portugal que contemplava o delírio das grandes navegações. Diante dos fascínios proporcionadas pelas navegações havia também no homem o medo de suas descobertas; no poema os artifícios utilizados pelo poeta são as figuras do pescador (que representa os navegantes, marinheiros, etc.) e a barca (as caravelas ou navios ) narrando em poesia ou canção a paixão e destino incerto dos navegantes.
Na primeira estrofe o eu lírico indaga ao pescador da barca bela qual o destino da viagem. E prossegue que o destino incerto seria consequência das noites nubladas que impossibilitaria ver as estrelas, guias dos navegantes e viajantes (do mar e da terra). Na estrofe seguinte fala da saudade da mulher amada que poderia enganá-lo levando a acreditar nos cantos das sereias no alto mar, e também do medo dos viajantes das figuras mitológicas que supostamente derrubavam as embarcações e faziam os navios desviarem das rotas. Na quarta estrofe é possível perceber a referência as consequências das viagens sem destino e da paixão pela sereia que levaria o pescador a ficar perdido, que podemos associar a viagem de Cabral que ficou dias com sua tripulação sem ver terra firme. E por volta alerta para que o pescador que fugiste da sereia, pois ainda haveria tempo.



Referências


MOMENTO LITERATURA X


Cartas de Tereza 

Carta de Tereza para Simão relatando os dias vivendo no convento.

“Não receies nada por mim, Simão. Todos estes trabalhos me parecem leves, se os comparo ao que tens padecido por amor de mim. A desgraça não abala a minha firmeza, nem deve intimidar os teus projetos. São alguns dias de tempestade, e mais nada. Qualquer nova resolução que meu pai tome, dir-ta-ei logo, podendo, ou quando puder. A falta das minhas notícias deves atribuí-la sempre ao impossível. Ama-me assim desgraçada, porque me parece que os desgraçados são os que mais precisam de amor e de conforto. Vou ver se posso esquecer-me dormindo. Como isto é triste, meu querido amigo!… Adeus.”


Amor de Perdição. Camilo Castelo Branco. Coleção a obra-prima de cada autor. Editora Martin Claret. Pag. 69. 2002

MOMENTO LITERATURA IX

Cartas de Tereza 

Carta de Tereza destinada a Simão após o incidente com os empregados de Baltazar.

Na tarde desse dia recebeu Simão a seguinte carta de Tereza:

“Deus permitia que tenhas chegado sem perigo a casa dessa boa gente. Eu não sei o que se passa, mas há coisa misteriosa que eu não posso adivinhar. Meu pai tem estado toda a manhã fechado com o primo, e a mim não me deixa sair do quarto. Mandou-me tirar o tinteiro; mas eu felizmente estava prevenida com outro. Nossa Senhora quis que a pobre viesse pedir esmola debaixo da janela do meu quarto; senão eu nem tinha modo de lhe dar sinal para ela esperar esta carta. Não sei o que ela me disse. Falou-me em criados mortos; mas eu não pude entender… Tua mana Rita está-me acenando por traz dos vidros do teu quarto…
Disse-me agora tua mana que os moços de meu primo tinham aparecido mortos perto da estrada. Agora já sei tudo. Estive para lhe dizer que tu aí estás; mas não me deram tempo. Meu pai de hora a hora dá passeios no corredor, e solta uns ais muito altos.
Ó meu querido Simão, que será feito de ti?… Estarás tu ferido?
Serei eu a causa da tua morte?
Dize-me o que souberes. Eu já não peço a Deus senão a tua vida. Foge desses sítios; vai para Coimbra, e espera que o tempo melhore a nossa situação. Tem confiança nesta desgraçada, que é digna da tua dedicação… Chega a pobre: não quero demorá-la mais… Perguntei-lhe se se dizia de ti alguma coisa, e ela respondeu que não.  Deus o queira."




Amor de Perdição. Camilo Castelo Branco. Coleção a obra-prima de cada autor. Editora Martin Claret. Págs. 61-62. 2002

MOMENTO LITERATURA VIII

Amor de Perdição
Camilo Castelo Branco







Cidades onde acontece a história
É uma novela passional produzida em 15 dias pelo romancista Camilo Castelo Branco, no ano de 1862, durante sua permanência na cadeia de Relação em Porto/Portugal. Tem como fontes de inspirações fatos bibliográficos de seus impasses amorosos e também de seu tio paterno Simão Antônio Botelho, a partir de histórias que ouvia de sua Tia que o criou.
 A novela é fruto da Segunda Corrente do Romantismo em Portugal, neste sentido, carrega traços de amor extremista impossibilitando a vida sem a pessoa amada, possuindo um narrador na terceira pessoa predominante que assumi em diversos momentos o espírito dos atores ficcionais da trama, portanto, é uma obra de múltiplas vozes. Para dar veracidade aos fatos decorridos apresenta cartas enviadas pelos protagonistas da história prisioneiro de apaixonado Simão e encasulada Tereza.
A história acontece simultaneamente nas cidades Viseu, Coimbra e Porto em Portugal, e conta a triste historia de amor dos jovens Simão Botelho (tio de Camilo Castelo), Tereza Albuquerque, filhos de vizinhos que se odeiam, e Mariana a filha do ferreiro. Simão após ser preso (por arruaça) e solto, e concluído seu ano letivo da faculdade em Coimbra regressa para casa para viver as duras penas por seus atos de seu pai o juiz Domingues Botelho e de sua mãe Rita. Que se apaixona por uma linda moça vizinha, ao reparar na janela da casa vizinha, que o faz mudar radicalmente levando a admiração de sua mãe, pela infelicidade Tereza era a filha única de um homem chamado Tadeu Albuquerque que seu pai havia confrontado nos tribunais em favor de um ferreiro chamado João, pai de Mariana.   
O amor vivendo as escondidas e separados por duas janelas faz brotar os mais nobres sentimentos nos personagens, no jovem anarquista um senso de estrema responsabilidade e na pequena menina o desejo de amar, fato que por meses foi desconhecidos para seus entes próximos e para os amigos. O revelar desta paixão acontece no regresso de Simão á Coimbra, quando nos diálogos mediados pelas janelas Tereza e Rita irmão casula e preferida de Simão ficam amigas, sendo descobertas por um descuido de Rita na voz que é ouvido por seu pai Domingues que fica irado com tal amizade e ofende a pobre moça da janela ao lado.
As ofensas são distribuídas pelos Albuquerque e Botelho a desprezar a paixão de seus filhos em nome de sua desavença pessoais. Tereza é que tem o fardo pesado por sua paixão, pois, seu pai receoso articula conceder sua mão a seu primo Baltazar ou trancá-la em um convento através de sua recua. Diante destes fatos os diálogos e notícias dos amantes acontecem através de cartas carregadas com sofrimentos e juras de amor.
Simão, após descobrir os acontecimentos trágicos destinados a Tereza, parte em inúmeras tentativas de vê-la pessoalmente e roubá-la, fato que jamais aconteceu antes de seus familiares descobrirem sua paixão, conhece Coutinho Baltazar que se odeiam a primeira vista, e também o ferrador João e sua filha que gratos pela ajuda de seu pai se tornam fortes aliados nestas tentativas vás.  
Baltazar torna-se um tormento, com seus sentimentos egoístas e ambiciosos, na vida dos amantes, que constantemente aconselha seu tio castigos cruéis a nobre Tereza. Mariana uma pobre nutres os mais intensos sentimentos de amor por Simão ao ponto de ser anular para vez o amado feliz ou mais próximo desta realidade. O primo de Tereza apesar de tentar várias vezes eliminar Simão, é morto por ele quando Tereza enfim e trancada no Convento, por recusar a se casar sem amor.
Apesar do incentivo a fugir Simão recusasse a fugir do flagrante, fato, que o levará para a prisão. Na cadeia passa a ter como companhia as cartas de Tereza e os visitantes João e Mariana, uma vez que recursa-se sua própria família por tê-lo abandonado. Apesar de tristeza e decepção com seu filho Domingues consegue ajudá-lo mando por 10 anos para servir na Índia, matando definitivamente a possibilidade do amor entres Tereza e Simão, e de Marina que agora órfã também de pai ver se desesperada com a notícia.

Mesmo contra seu querer Simão é deportado para Índia na companhia de Mariana, que vendeu tudo para acompanhá-lo, deixando moribunda apaixonada Tereza para trás. Do navio recebeu cartas de Tereza ficando doente por nove noites falecendo. Ao ser jogando ao mar Mariana joga-se em seguida morrendo por amor abraçada ao corpo de Simão. 

domingo, 17 de maio de 2015

MOMENTO LITERATURA VII

Comédia Humana

Literatos! Chorai-me, que eu sou digno
Da vossa gemebunda e velha táctica!
Se acaso tendes crimes em gramática,
Farei que vos perdoe o Deus benigno.

Demais conheço a prosa inflada, enfática,
Com que chorais os mortos; e o maligno
Desafecto aos que vivem… Não me indigno…
Sei o que sois em teoria e em prática.

Quando o avô desta vã literatura
Garret, era levado á sepultura,
Viu-se a imprensa verter prantos sem fim…

Pois seis dos literatos mais magoados,
Saíram, nessa noite embriagados,
Da crapulosa tasca do Penim.



Tomás Ribeiro

Ao cantor de D. Jaime era ousadia
Dedicar uns insípidos sonetos,
Bem pálidos, mesquinhos esbocetos
Dos Ridículos grandes d’hoje em dia.

A ti que ileso passas nesta orgia,
Modesto, honrado e amado, que amuletos
Te salvam destes pântanos infectos
Em que chafurda a esquálida anarquia?

Tantas vezes Governo!... E não tens pejo
De ser pobre, ó Tomás?... Isto que vejo
Me inspira o vaticínio que registro:

Dirão de ti as porvindouras eras:
“Ministro pobre em Portugal! Quimeras!...
Ou viveu farto, ou nunca foi ministro!”
.

MOMENTO LITERATURA VI

Breve introdução sobre a vida de Camilo Castelo Branco







Camilo Castelo Branco é um escritor português que nasceu no dia 16 de março de 1825 na cidade de Lisboa, filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco e de Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, ficando órfão de mãe com um ano e de pai com 10 anos. Após a morte de seu pai foi criado com uma tia e depois com sua irmã mais velha. O escritor português contribuiu com suas escritas como historiador, tradutor, critico, além das atuações como romancista, cronista e dramaturgo em Portugal. No reinado do Dom Luís I foi intitulado como 1º Visconde de Correia Botelho.
No ano de 1841, casou-se com Joaquina Pereira tendo uma filha chamada Rosa, um casamento breve. Em 1843 ingressou na Escola Médico-Cirúrgica na cidade de Porto, mais não conclui o curso pela vida boemia. Camilo Castelo Branco foi um dos poucos escritores de sua época e viverem exclusivamente da paixão pela escrita. O ano de 1845 foi marcado pelas primeiras publicações literárias do autor, publicações entre poesias obras literárias. No ano seguinte conheceu Patrícia Emília fugindo juntos para viver o amor, não tendo durado mais que alguns anos também teve com ela uma filha chamada Bernardina Amélia. Em 1847 sua primeira esposa faleceu, um ano após filha pareceu.
Cinco anos após Camilo Castelo Branco passa por um crise espiritual indo morar em um seminário no Porto, tentativa de falha pois neste ano conhece Ana Palácio, esposa de um comerciante, que também se apaixona e decide viver este amor proibido, abandona o casamento em 1859 para fugir com Camilo. No ano seguinte o romancista é acusado e preso por adultério, sendo absorvido vivendo definitivamente com Ana. No ano de 1889, Camilo é homenageado por suas obras pela Academia de Lisboa.
Possuir uma vida de sucesso literário não afastou os maus sentimentos de Camilo Castelo Branco ao receber a triste noticia que havia contraído uma doença nos olhos que aos poucos lhe roubaria a visão. Quando recebeu o diagnóstico definitivo que ficaria cego ficou desconsolado decide suicida-se no dia 1 de junho de 1890, na cidade de São Miguel.

As obras


Camilo Castelo Branco é um grande novelista português, suas obras escritas entre as décadas de 50 e 80 do século XIX e importante nome na Literatura Portuguesa. As temáticas de suas obras românticas não se baseiam apenas no amor, também abordam temas como: bastardia, orfandade, relações familiares, reflexões cristãs e sobre anticlericalismo.  Nos anos cinquenta podemos citar exemplares como “Mistérios de Lisboa” (1854), “Duas épocas na vida” (1854), “O livro negro do padre Dinis” (1854) e “Carlota Ângela” (1858). Dos anos sessenta temos as obras “A morta” (1860), “O romance de um homem rico” (1861) “Doze casamentos felizes” (1861), “Amor de perdição” (1862), “Amor de salvação” (1864), “O olho de vidro” (1866) e “O retrato de Ricardina” (1868). Do anos setenta citamos a obra  “A mulher fatal” (1870), “O livro de Consolação”(1872), “A infanta Capelista (1872) e “A filha de Regicida” (1874). E por fim dos nos oitenta “A corja” (1880) e “A senhora Rattazzi” (1880).

Referências 


sexta-feira, 1 de maio de 2015

MOMENTO LITERATURA V




Hoje dia 1º de maio conhecido como o “Dia Internacional do Trabalhador” é também uma data festiva nacional em homenagem ao importante escritor romancista brasileiro chamado José Alencar, neste dia comemoramos o “Dia da Literatura Brasileira”. José Alencar é considerado o percursor do romantismo brasileiro.

José Martiniano de Alencar nasceu em 1º de maio de 1829 em Messajana (hoje bairro da cidade de Fortaleza) no estado do Ceará e veio a falecer no dia 12 de dezembro de 1877 no Rio de Janeiro. O escritor romancista é filho do senador José Martiniano Pereira de Alencar e de Ana Josefina de Alencar. Antes de iniciar a vida como escritor atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça.

Em suas obras literárias abordou em suas entre linhas temáticas e personagens do contexto social do povo brasileiro, é constante a presença do indígena, do povo e histórico do sertão brasileiro. A escolha de suas temáticas o diferenciou dos demais autores romancista, pois ao abordar o contexto local demonstrou valorização ao nacional contrário aos demais que escreviam a partir do contexto de Portugal. No ano de 1856, publicou “Cartas sobre a Confederação dos Tamoios”, ano da publicação livro “Cinco Minutos”.





Dentre suas mais importantes obras ou como são conhecidos romances de costumes estão: Diva, Lucíola, A Viuvinha, O Sertanejo, O Tronco de Ipê, o Gaúcho, Til, As Minas de Prata, A Guerra dos Mascates, Nas asas de um anjo, O demônio familiar dentre outros. Certamente as obras mais conhecidas pelos leitores foram o Guarani e Iracema, que retratam os cenários nacionais e seus personagens possuem os índios e índias como heróis e homem branco como vilão da saga. Em tramas que envolvem romances e análise social.

domingo, 12 de abril de 2015

MOMENTO LITERATURA IV


Os Miseráveis

Os miseráveis é uma obra de Victor Hugo um dos grandes nomes do romantismo francês de sua época. Autor de vários poemas e romances lidos até os dias atuais, podemos citar obras como O Corcunda de Notre Dame e Os trabalhadores do mar. Nas páginas de suas narrativas há um retrato real das condições humanas em todos os níveis sociais e seus personagens possuem autonomia na denuncia das misérias, injustiças e na falta de amor ao próximo. Retrato que podemos apreciar na obra lançada em 1862 que capta os fatos da França no século XIX.
Na narrativa ficcional que se confunde com a realidade na obra de “Os miseráveis” imaginamos as condições da França antes da Revolução Industrial com cenários impregnados de misérias, traições, injustiça e desigualdades sociais que através de atos de solidariedades tornam-se apreciáveis, pois o ser humano não é composto apenas de maldade egoísmo.

O romance francês de Victor Hugo narra à história de Jean Valjean um homem muito pobre que após passar quase vinte anos na prisão condenado a trabalhos braçais por roubar por fome. Ao sair da cadeia é ajudado involuntariamente pelo bispo Myriel que após ser roubado diante dos guardas omite os fatos da curta passagem de Valjean em sua casa e o presenteia com dois castiçais de prata.  Proporcionando ao nosso querido galé (condenado) um resgate de sua alma através de uma promessa de regeneração.
Jean Valjean é nomeado prefeito da uma pequena cidade chamada Montreuil-sur-Mer e dono fabrica o consegue emprego sobre um pseudônimo assumido em sua nova vida. Admirado e respeitado cidadãos da cidade onde é prefeito vê sua vida ganhar uma reviravolta atrás do um homem chamado Javert um fantasma do passado. Javert foi um dos guardas da prisão onde Valjean esteve preso e que retorna a história como oficial de justiça, transformando sua vida em um inferno.

Nas tentativas omitir sua verdadeira identidade Valjean conhece Fantine uma ex-funcionária da fabrica que teve sua destruída após ser demitida acusada por conceber uma criança antes do casamento. Tendo compaixão da pobre moça desiludida pelas reviravoltas da vida promete buscar sua filha chamada Cosette que está aos cuidados de uma família cruel.
Descoberta sua verdadeira identidade Valjean foge e deixa a fabrica como presente a todos seus funcionários. Antes de sumir por dez anos resgata Cosette do cativeiro domiciliar rumo a Paris. Cosette é criada como filha é presenteada com um lar e educação no convento e também esconderijo do galé então jardineiro.

O enredo desta narrativa chega ao fim quando Cosette apaixona-se por um jovem estudante chamado Marius Pontmercy. Neste ponto da história as ruas de Paris vivenciam os sonhos de operários e estudantes pela idealizada república em contraposição ao reinado vigente na época. Como prova de amor a sua filha adotiva Jean Valjen infiltra-se na luta entre os guardas reais e revoltosos, sendo perseguido por Jarvet na missão de salvar o jovem estudante e amado de Cosette. Todos os esforços do galé foram recompensados ao fim da trama. Vale a pena ler e ver os filmes baseados na obra do romantista Victor Hugo. 











domingo, 5 de abril de 2015

MOMENTO LITERATURA III













HAGIOGRAFIA
DE SÃO SEBASTIÃO



            São Sebastião foi soldado romano e cristão que foi martirizado por ser condenado por duas vezes por pela sua perseverança e defesa na fé Cristã. É conhecido como santo que foi mártir por duas vezes. Ele nasceu na cidade de Milão, na Itália, de acordo como os relatos de Santo Ambrósio por volta do século III depois de Cristo, momento de severas e violentas perseguições contra os cristãos no Império Romano.  

             A fé cristã é fruto das pregações, vida e obra do judeu denominado Cristo condenado à morte de cruz por sua imensa compaixão, amor ao próximo e por suas pregações contrarias aos interesses da classe dominado judaica da época. Após sua morte e de acordo com relatos bíblicos ressuscitou ao terceiro dia e convocando seus discípulos a darem continuidade a sua obra. Seus discípulos por meio de relatos que mais tarde ficaram conhecidos como evangelhos da vida de Jesus o Cristo propagaram e expandiram os a fé em seu mestre. O Cristianismo foi durante muitos anos considerado ramificação da crença judaica, devido a este fato os cristãos com ficaram conhecidos os devotos a fé em Cristo foram considerados agentes da desordem social, politica, religiosa e militar da época sobre o controle do Império Romano.
     
     O mártir São Sebastião teve sua vida marca pela fé cristã através de sua constante busca pela libertação dos seguidores de Cristo. Conta à lenda que o soldado do Império Romano vem de família cristã na tentativa de defender e salvar seus irmãos em fé alistou-se no exército. Como militar o cristão obteve êxito chegando a ser comandante da Guarda Imperial do imperador Diocleciano. Além de ser braço direito do Imperador e do Papa Caio que o nomearam como título de “defensor da Igreja”.
     
       Através de sua influência como militar adentrava nas prisões romanas para confortar seus irmãos em fé e muitas momentos libertou muitos deles do fardo da morte. Atuando em sigilo conseguiu converter muitos para sua ideologia religiosa, sua influência nos cidadãos romanos grandiosa ao ponto ser nomeado prefeito da cidade de Roma.   
     
    Através de denuncias foi levado à presença do Imperador que buscou persuadi-lo de seus atos com devoto cristão em nome dos deuses romanos não tendo êxito o condenou a morte. Primeira condenação do soldado cristão envolve um cenário aonde amarrado em um tronco e fechado por oficiais romanos. Dado como morto foi esquecido no tronco e encontrado por uma irmã cristã chamada de Irene ainda vivo apesar de gravemente ferido que o levou para sua casa para cuidar.



          Recuperado dos ferimentos o soldado cristão foi ao encontro do Imperador acusa-lo de atos de injustiça e perseguição aos cristãos. Irredutível a sua fé foi condenado novamente pelo Imperador à morte desta vez através de pauladas e boladas de chumbo. Sendo, pois duas vezes mártir da Igreja.

      Na data de 20 de janeiro de 288 depois de Cristo é o aniversário de sua morte e também a dia de festejo nas comunidades cristãs de cunho católico em sua homenagem. De acordo com os relatos foi São Sebastião foi enterrado nas catacumbas em Roma, espaço que por muito tempo foi refúgios dos cristãos perseguidos. Neste espaço ao fim das perseguições  deu origem a Igreja de São Sebastião. Por sua perseverança é considerado como santo importantíssimo na fé cristã católica sendo homenageado com vários templos, festas, novenas, nomes de cidades, bairros, praças e ruas.  



Textos bases

sábado, 4 de abril de 2015

MOMENTO LITERATURA II







HAGIOGRAFIAS

         A hagiografia é um termo que designa a escrita de biografias de santos, possui raízes gregas (hagios/ santo e grafia/escrita). Desde o século XVII foi utilizado para retratar o momento de estudos sistemáticos e críticos sobre a história de vida, conversão e milagres dos santos. O escritores deste gênero literário são chamados de hagiógrafos.
       Os textos das hagiografias possuem natureza nos martirológios, necrológios, legendários, revelações, paixões, calendários, relatos de milagres, inícios de processos de canonização. As temáticas das hagiografias centralizam-se nos relatos das vidas dos santos que servem de exemplos de conversão e de dedicação à vida religiosa. Os personagens centrais variam entre pessoas comuns da sociedade (virgens, pregador, pescador), pessoas do clero (papa, bispos, padres, monges, freiras e padres) e pessoas da nobreza (reis, príncipes e princesas).
          Na ramificação do Cristianismo de cunho Católico os relatos contidos nas hagiografias são parte integrante da História da Igreja, no entanto, em nível inferior as narrativas sagradas contidas na versão oficial da bíblia reconhecida pela cúpula da Igreja. Foi na Idade Média que as hagiografias ganharam status, pois além de bons exemplos de conversão, eram utilizadas como forma de catequese e doutrinação nas Igrejas, dentro e fora dos templos.
         As hagiografias não são textos canônicos ou teológicos estando presentes atualmente em momentos de grandes festejos nas Igrejas Católicas, uma vez que os templos religiosos são dedicados em memória aos santos. As datas para as homenagens variam entres a data de morte ou aniversario de nascimentos destes santos e mártires da Igreja.
           Dentre as mais conhecidas hagiografias podemos citar a de São Francisco, Santa Ana, São Judas, São Sebastião, São José, Santa Luzia, Santa Clara dentre outros que se tornaram figuras importantíssimas para os fieis católicos como exemplos de amor e conversão. As homenagens as estes mártires e santos estende-se em templos religiosos, nomes de estados, cidades, municípios, avenidas, ruas e praças. Além de homenagens prestadas pelos fies com as profissões, novenas, festas e no batismo de crianças com seus nomes.




 Textos bases

http://lerliteratura.blogspot.com.br/2012/08/hagiografias.html

terça-feira, 31 de março de 2015

MOMENTO LITERATURA

MOMENTO LITERATURA

Este Inferno de Amar

Este inferno de amar - como eu amo! -
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas' 





 A obra de Almeida Garrett “Folhas Caídas” publicado pela primeira vez no ano de 1853






Retrato de Almeida Garrett, num retrato de Legrand.








Análise do poema

            O poema denominado “Este inferno de amar” é de autoria do João Batista da Silva Leitão mais conhecido pelo codinome Almeida Garrett. Este é um poeta português considerado o introdutor do Romantismo em Portugal. É o oitavo poema integrante da obra de coletâneas de poemas chamado de “Folhas Caídas” publicado em 1853, que é fruto da intensa paixão do romântico português pela Viscondessa da Luz, Maria Rosa de Montufar.
     O poeta romântico através do eu-lírico masculino reflete sobre a confusão dos sentimentos utilizando de jogos de figuras de linguagem, como antíteses, paradoxo, jogos de oposições e inclusive no título do poema.  
Através do título defrontamos com jogos de oposições, pois a partir da afirmativa que amar é um inferno, as palavras são opostas que não remete a outra em seu significado. Amar é um sentimento belo e desejado por muitos, enquanto o inferno remete-se a um lugar de sofrimento, tristeza, angústias e que todos os devotos cristões o temem. Nos trechos:

[...]
 Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói –
[...]

Remota novamente ao paradoxo aonde o fogo é o motivo da vida e também o que destrói. Neste ponto podemos ter chamas ou fogo como um substituto para o verbo amar. Mais à frente temos nos trechos:
[...]
 Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?
[...]
Utilizando do jogo de antítese o poeta aproxima as palavras que se opõem pelo sentido (atear/apagar). Adiante temos no fragmento o seguinte trecho:
[...]
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho –
[...]
Nele composta traços característicos do momento literário denominado Romantismo, sendo estes o saudosismo, o sonho e fuga da realidade, neste fragmento o “eu-lírico” relembra o passado aonde amar era apenas um sonho. Em comparação ao presente que é doloroso quase um inferno. Já no fragmento adiante temos:
[...]
Em seus olhos ardentes os pus. 
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O eu-lírico afirma que nos olhos da mulher amada despertaram do sonho o transformado em realidade confirmado no trecho que se segue:
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Mas nessa hora a viver comecei...
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O sonho de amar do eu-lírico é concretizado.

O poema de Almeida Garrett é composto por versos livres e melodiosos, composto por uma linguagem simplória e popular. É formado por três estrofes compostos por seis versos cada. O esquema de rimas é ABCBDD, ou seja, o segundo rima com o quarto e o quinto verso rima com o sexto. O primeiro e o terceiro não tem parta nas rimas. O que pode ser considerado um erro aos olhos dos trabalhos aos olhos de autores clássicos. Os versos são novessílabos ou eneassílabos como o acento tônico na terceira, sexta e nona sílabas; formando pausas como se constituísse um pequeno dialogo do eu-lírico consigo mesmo. Por exemplo:

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Este inferno de amar - como eu amo! - 
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O poema é Almeida Garrett é um dos diversos frutos do Romantismo português. Como tendência literária as obras românticas refletem as ideologias politicas, econômicas e sócias da sociedade portuguesa no século XIII. A fonte inspiração deste momento histórico e literário remete aos ideais da Revolução Francesa e da Revolução Industrial. O poeta português teve forte influência as obras de Shakespeare durante seu exilio na Inglaterra o que foi transmitido em sua poesia e reflexos de sua vida regrada de paixões e adultérios.

Autora: Fernanda Raissa
Fontes
Biblioteca digital. Coleção clássica da literatura portuguesa. Porto Editora. Pág. 22. Disponível em: file:///C:/Users/Usuario/Downloads/portoeditora_garrett_folcaidas.pdf