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domingo, 5 de abril de 2015

MOMENTO LITERATURA III













HAGIOGRAFIA
DE SÃO SEBASTIÃO



            São Sebastião foi soldado romano e cristão que foi martirizado por ser condenado por duas vezes por pela sua perseverança e defesa na fé Cristã. É conhecido como santo que foi mártir por duas vezes. Ele nasceu na cidade de Milão, na Itália, de acordo como os relatos de Santo Ambrósio por volta do século III depois de Cristo, momento de severas e violentas perseguições contra os cristãos no Império Romano.  

             A fé cristã é fruto das pregações, vida e obra do judeu denominado Cristo condenado à morte de cruz por sua imensa compaixão, amor ao próximo e por suas pregações contrarias aos interesses da classe dominado judaica da época. Após sua morte e de acordo com relatos bíblicos ressuscitou ao terceiro dia e convocando seus discípulos a darem continuidade a sua obra. Seus discípulos por meio de relatos que mais tarde ficaram conhecidos como evangelhos da vida de Jesus o Cristo propagaram e expandiram os a fé em seu mestre. O Cristianismo foi durante muitos anos considerado ramificação da crença judaica, devido a este fato os cristãos com ficaram conhecidos os devotos a fé em Cristo foram considerados agentes da desordem social, politica, religiosa e militar da época sobre o controle do Império Romano.
     
     O mártir São Sebastião teve sua vida marca pela fé cristã através de sua constante busca pela libertação dos seguidores de Cristo. Conta à lenda que o soldado do Império Romano vem de família cristã na tentativa de defender e salvar seus irmãos em fé alistou-se no exército. Como militar o cristão obteve êxito chegando a ser comandante da Guarda Imperial do imperador Diocleciano. Além de ser braço direito do Imperador e do Papa Caio que o nomearam como título de “defensor da Igreja”.
     
       Através de sua influência como militar adentrava nas prisões romanas para confortar seus irmãos em fé e muitas momentos libertou muitos deles do fardo da morte. Atuando em sigilo conseguiu converter muitos para sua ideologia religiosa, sua influência nos cidadãos romanos grandiosa ao ponto ser nomeado prefeito da cidade de Roma.   
     
    Através de denuncias foi levado à presença do Imperador que buscou persuadi-lo de seus atos com devoto cristão em nome dos deuses romanos não tendo êxito o condenou a morte. Primeira condenação do soldado cristão envolve um cenário aonde amarrado em um tronco e fechado por oficiais romanos. Dado como morto foi esquecido no tronco e encontrado por uma irmã cristã chamada de Irene ainda vivo apesar de gravemente ferido que o levou para sua casa para cuidar.



          Recuperado dos ferimentos o soldado cristão foi ao encontro do Imperador acusa-lo de atos de injustiça e perseguição aos cristãos. Irredutível a sua fé foi condenado novamente pelo Imperador à morte desta vez através de pauladas e boladas de chumbo. Sendo, pois duas vezes mártir da Igreja.

      Na data de 20 de janeiro de 288 depois de Cristo é o aniversário de sua morte e também a dia de festejo nas comunidades cristãs de cunho católico em sua homenagem. De acordo com os relatos foi São Sebastião foi enterrado nas catacumbas em Roma, espaço que por muito tempo foi refúgios dos cristãos perseguidos. Neste espaço ao fim das perseguições  deu origem a Igreja de São Sebastião. Por sua perseverança é considerado como santo importantíssimo na fé cristã católica sendo homenageado com vários templos, festas, novenas, nomes de cidades, bairros, praças e ruas.  



Textos bases

sábado, 4 de abril de 2015

MOMENTO LITERATURA II







HAGIOGRAFIAS

         A hagiografia é um termo que designa a escrita de biografias de santos, possui raízes gregas (hagios/ santo e grafia/escrita). Desde o século XVII foi utilizado para retratar o momento de estudos sistemáticos e críticos sobre a história de vida, conversão e milagres dos santos. O escritores deste gênero literário são chamados de hagiógrafos.
       Os textos das hagiografias possuem natureza nos martirológios, necrológios, legendários, revelações, paixões, calendários, relatos de milagres, inícios de processos de canonização. As temáticas das hagiografias centralizam-se nos relatos das vidas dos santos que servem de exemplos de conversão e de dedicação à vida religiosa. Os personagens centrais variam entre pessoas comuns da sociedade (virgens, pregador, pescador), pessoas do clero (papa, bispos, padres, monges, freiras e padres) e pessoas da nobreza (reis, príncipes e princesas).
          Na ramificação do Cristianismo de cunho Católico os relatos contidos nas hagiografias são parte integrante da História da Igreja, no entanto, em nível inferior as narrativas sagradas contidas na versão oficial da bíblia reconhecida pela cúpula da Igreja. Foi na Idade Média que as hagiografias ganharam status, pois além de bons exemplos de conversão, eram utilizadas como forma de catequese e doutrinação nas Igrejas, dentro e fora dos templos.
         As hagiografias não são textos canônicos ou teológicos estando presentes atualmente em momentos de grandes festejos nas Igrejas Católicas, uma vez que os templos religiosos são dedicados em memória aos santos. As datas para as homenagens variam entres a data de morte ou aniversario de nascimentos destes santos e mártires da Igreja.
           Dentre as mais conhecidas hagiografias podemos citar a de São Francisco, Santa Ana, São Judas, São Sebastião, São José, Santa Luzia, Santa Clara dentre outros que se tornaram figuras importantíssimas para os fieis católicos como exemplos de amor e conversão. As homenagens as estes mártires e santos estende-se em templos religiosos, nomes de estados, cidades, municípios, avenidas, ruas e praças. Além de homenagens prestadas pelos fies com as profissões, novenas, festas e no batismo de crianças com seus nomes.




 Textos bases

http://lerliteratura.blogspot.com.br/2012/08/hagiografias.html

terça-feira, 31 de março de 2015

MOMENTO LITERATURA

MOMENTO LITERATURA

Este Inferno de Amar

Este inferno de amar - como eu amo! -
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas' 





 A obra de Almeida Garrett “Folhas Caídas” publicado pela primeira vez no ano de 1853






Retrato de Almeida Garrett, num retrato de Legrand.








Análise do poema

            O poema denominado “Este inferno de amar” é de autoria do João Batista da Silva Leitão mais conhecido pelo codinome Almeida Garrett. Este é um poeta português considerado o introdutor do Romantismo em Portugal. É o oitavo poema integrante da obra de coletâneas de poemas chamado de “Folhas Caídas” publicado em 1853, que é fruto da intensa paixão do romântico português pela Viscondessa da Luz, Maria Rosa de Montufar.
     O poeta romântico através do eu-lírico masculino reflete sobre a confusão dos sentimentos utilizando de jogos de figuras de linguagem, como antíteses, paradoxo, jogos de oposições e inclusive no título do poema.  
Através do título defrontamos com jogos de oposições, pois a partir da afirmativa que amar é um inferno, as palavras são opostas que não remete a outra em seu significado. Amar é um sentimento belo e desejado por muitos, enquanto o inferno remete-se a um lugar de sofrimento, tristeza, angústias e que todos os devotos cristões o temem. Nos trechos:

[...]
 Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói –
[...]

Remota novamente ao paradoxo aonde o fogo é o motivo da vida e também o que destrói. Neste ponto podemos ter chamas ou fogo como um substituto para o verbo amar. Mais à frente temos nos trechos:
[...]
 Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?
[...]
Utilizando do jogo de antítese o poeta aproxima as palavras que se opõem pelo sentido (atear/apagar). Adiante temos no fragmento o seguinte trecho:
[...]
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho –
[...]
Nele composta traços característicos do momento literário denominado Romantismo, sendo estes o saudosismo, o sonho e fuga da realidade, neste fragmento o “eu-lírico” relembra o passado aonde amar era apenas um sonho. Em comparação ao presente que é doloroso quase um inferno. Já no fragmento adiante temos:
[...]
Em seus olhos ardentes os pus. 
[...]
O eu-lírico afirma que nos olhos da mulher amada despertaram do sonho o transformado em realidade confirmado no trecho que se segue:
[...]
Mas nessa hora a viver comecei...
[...]
O sonho de amar do eu-lírico é concretizado.

O poema de Almeida Garrett é composto por versos livres e melodiosos, composto por uma linguagem simplória e popular. É formado por três estrofes compostos por seis versos cada. O esquema de rimas é ABCBDD, ou seja, o segundo rima com o quarto e o quinto verso rima com o sexto. O primeiro e o terceiro não tem parta nas rimas. O que pode ser considerado um erro aos olhos dos trabalhos aos olhos de autores clássicos. Os versos são novessílabos ou eneassílabos como o acento tônico na terceira, sexta e nona sílabas; formando pausas como se constituísse um pequeno dialogo do eu-lírico consigo mesmo. Por exemplo:

[...]
Este inferno de amar - como eu amo! - 
[...]

O poema é Almeida Garrett é um dos diversos frutos do Romantismo português. Como tendência literária as obras românticas refletem as ideologias politicas, econômicas e sócias da sociedade portuguesa no século XIII. A fonte inspiração deste momento histórico e literário remete aos ideais da Revolução Francesa e da Revolução Industrial. O poeta português teve forte influência as obras de Shakespeare durante seu exilio na Inglaterra o que foi transmitido em sua poesia e reflexos de sua vida regrada de paixões e adultérios.

Autora: Fernanda Raissa
Fontes
Biblioteca digital. Coleção clássica da literatura portuguesa. Porto Editora. Pág. 22. Disponível em: file:///C:/Users/Usuario/Downloads/portoeditora_garrett_folcaidas.pdf